Pela defesa dos direitos digitais em Portugal




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Muito se tem falado sobre as ARCs (Aplicações de Rastreamento de Contactos), e a D3 também tem estado nesse debate, inclusive com o lançamento do site informativo Rastreamento.pt.

Em Portugal, já foi aprovado pelo Conselho de Ministros um Decreto-Lei a estipular que a Stayaway Covid será a Aplicação de Rastreamento de Contactos a implementar, sob a alçada da Direção-Geral da Saúde.

Mas, se parece já certo que Portugal vai adoptar uma aplicação para o rastreamento de contactos, menos certas são as coisas que se vão dizendo sobre esta solução, e muitas são as perguntas que ainda estão por responder. Algum do discurso que se vai ouvindo parece indicar um conjunto de inevitabilidades: que uma aplicação destas é precisa, que estas aplicações funcionam, que o uso da API desenvolvida pela Google com a Apple é inevitável. Pelo que é importante perguntar: O que diz a comunidade científica sobre estas aplicações de rastreamento?

Neste artigo, que pretende ser diverso mas não necessariamente exaustivo, indicamos alguns papers que têm sido publicados sobre o tema desde que o debate sobre o uso de ARCs para o combate à COVID-19 se iniciou na Europa, incluindo um pequeno resumo sobre as suas conclusões. Só assim, informados, é que será possível haver um debate sério e justo sobre o tema, e esse debate - provam-no estes artigos - é necessário.

O Parlamento está quase a ir de férias de Verão, mas não sem antes votar um diploma que terá consequências negativas para a regulação da Internet e seus utilizadores. Parece um autêntico cliché, para quem costuma acompanhar este tipo de assunto, pois reune características típicas deste tipo de casos. Trata-se de um projecto-lei que tem por objectivo o “reforço da proteção dos menores contra qualquer forma de exploração ou de abuso sexual”, mas que no meio contém outras normas que alteram aspectos-chave da regulação da Internet (Lei do Comércio Electrónico). O facto de ser um diploma que visa a protecção de crianças fez com que estes aspectos laterais tenham passado despercebido a deputados, partidos, imprensa e sociedade civil.

A votação final global em plenário terá lugar amanhã à tarde. A D3 pediu a todos os partidos que votassem pela rejeição deste diploma.

O Tribunal de Justiça da União Europeia acaba de publicar aquela que é a decisão mais importante dos últimos anos relativamente à privacidade e à protecção de dados pessoais.

O Tribunal considerou inválido o acordo Privacy Shield, que permitia a transferência de dados pessoais dos cidadãos europeus para os EUA. O Tribunal considerou que devido aos programas de vigilância massiva realizados pelos EUA, conhecidos pelo menos desde as revelações de Edward Snowden, os dados pessoais dos europeus não gozam, nos EUA, de níveis de protecção equivalente aos existentes na União Europeia, havendo portanto uma violação dos direitos fundamentais dos cidadãos europeus.

Numa altura em que por diversos motivos existe uma grande pressão para desvalorizar o direito fundamental à privacidade e para diminuir a importância que as pessoas lhe atribuem, a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia apresenta os resultados do Inquérito dos Direitos Fundamentais.

Segundo a Agência dos Direitos Fundamentais da UE, o Inquérito aos Direitos Fundamentais “fornece, pela primeira vez, um conjunto abrangente de dados comparáveis sobre as experiências e opiniões das pessoas relativamente aos seus direitos fundamentais.”

Entre os dados disponibilizados, destacam-se alguns resultados:

Assembleia Geral Ordinária da Associação D3 - Defesa dos Direitos Digitais.


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