O dia de hoje fica marcado por um acontecimento grave no processo democrático do Parlamento Europeu.
Num primeiro momento, no que o jornal POLITICO apelida de manobra de poder da Presidente do Parlamento Europeu que, segundo diplomatas, não tem precedente, Roberta Metsola pediu ao Conselho que aprovasse uma proposta que o Parlamento Europeu havia chumbado por duas vezes, abusando do mandado que lhe fora conferido.
Paralelamente, foi adoptado um procedimento de emergência a ser votado hoje, o último dia de plenário antes das férias do Parlamento Europeu. Uma manobra – pois não existe uma real emergência – que permitiu mudar as regras do jogo e contornar as regras do processo democrático. Neste tipo de procedimentos, as maiorias simples já não valem para a rejeição – o diploma ou é rejeitado por maioria absoluta de todos os deputados (não apenas dos deputados presentes) ou considera-se aprovado. No último dia de plenário antes das férias, várias dezenas de deputados já não estiveram no Parlamento (por exemplo, na última votação de hoje do Chat Control 1.0 estiveram ausentes 127 deputados).
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